Aula de inglês aqui não me é surpreendente. Acho que nunca tive tantas aulas por semana como aqui. E não me é um problema, não reclamo nem um pouco - se com quilos de aulas eu ja me flagro em amnésia quando tento uma conversação, nem quero imaginar como seria sem...
O fato é que hoje algo na aula de inglês - que não é o fato de ser inglês, é claro - me surpreendeu: movo meu olhar como num ato costumeiro e inconsciente de analisar a vestimenta da professora - faço isso com todos - e dou de cara com um All Star. Calça estilo "encolheu", no meio da canela, meia idade e um All Star colorido. Tentativa de esconder os fios brancos, roupas em tons pastéis e o All Star cano-alto colorido. Brinco classico, All Star colorido. What is Aragon's destiny?, All Star colorido. Cada palavra, All Star colorido. Cada movimento, All Star colorido. Beatriz, are you following? Ih, babei.
(...)
ps: coloridos + meias brancas jogador de futebol. C'est sa vie...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Fr ou le souvenir d'enfance
Me perco nas palavras de Georges Perec. "Leia mesmo sem entender, so pra sentir a beleza do que esta escrito, cada palavrinha como se fosse uma musica." Isso não existe. Cada uma que me aparece. Minha mãe sempre me disse que eu tenho idéias mirabolantes - que à proposito, me manque trop - Agora entendo.
Presque 1 mois
Aqui é dificil. E frio - em todos os sentidos, não importa. Alias, é mais que o tempo. É viver cercado e estar sozinho. Tento me ancorar no nada. No baixo e alto dos sentimentos, cadê você, hein? Olha pra mim enquanto eu falo. Tenho fantasmas nos meus sonhos. Sonho. Um desejo pardessus tout les autres. Engolido pelo desespero.
Vem me buscar, s'il te plaît?
Vem me buscar, s'il te plaît?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Plic, plic, plic, plic
É a chuva
cai e cai e cai, ininterruptamente;
O tempo me empurra
pra onde eu nem sei.
Me deixa ficar se eu quiser!
- Não dá.
Está. Eu nem quero.
Vou brincar de Bon Vivant
até eu estar cansada da ociosidade
descansada da sociedade
Me espera, eu volto!
"Te amo"
- Até logo;
até o amanhã.
É a chuva
cai e cai e cai, ininterruptamente;
O tempo me empurra
pra onde eu nem sei.
Me deixa ficar se eu quiser!
- Não dá.
Está. Eu nem quero.
Vou brincar de Bon Vivant
até eu estar cansada da ociosidade
descansada da sociedade
Me espera, eu volto!
"Te amo"
- Até logo;
até o amanhã.
Só passam
assim como o rio passa pela vida
Só aparência
assim como você demonstra seu carinho
Só querem
assim como você, e não dão nada em troca
Nada fica, tudo vai, tudo passa.
mas a marca dói. E as cicatrizes me fazem lembrar você.
Tudo dói e tudo me faz te querer como você um dia foi.
E tudo que foi, sempre é. E não vai deixar de existir só porque eu não quero acreditar
Queria poder ter você de volta.
Mas a contade passa rápido, do mesmo jeito que vem, vai.
Minha rotina te lembra a cada dia, e os perfumes me mostram
o que eu quero esquecer. As músicas me cantam o teu sussurro.
E você nunca vai saber disso. Assim como nunca vai saber que, infelizmente,
ainda te amo.
Nunca.
(Dani Pedroza)
assim como o rio passa pela vida
Só aparência
assim como você demonstra seu carinho
Só querem
assim como você, e não dão nada em troca
Nada fica, tudo vai, tudo passa.
mas a marca dói. E as cicatrizes me fazem lembrar você.
Tudo dói e tudo me faz te querer como você um dia foi.
E tudo que foi, sempre é. E não vai deixar de existir só porque eu não quero acreditar
Queria poder ter você de volta.
Mas a contade passa rápido, do mesmo jeito que vem, vai.
Minha rotina te lembra a cada dia, e os perfumes me mostram
o que eu quero esquecer. As músicas me cantam o teu sussurro.
E você nunca vai saber disso. Assim como nunca vai saber que, infelizmente,
ainda te amo.
Nunca.
(Dani Pedroza)
domingo, 2 de agosto de 2009
"Será que eu já posso enlouquecer? Ou devo apenas sorrir?" Sei não, mas não é sobre isso que quero falar. O fato é que depois do meu milkshake de idéias, eu acabo sempre pensando na subtração do tempo em que coisas me acontecerão. E acontece mesmo, rapidinho assim, até parece.
O pior é que depois que acontece, a lembrança é tão superficial. Não dá pra lembrar da intensidade. É como se lembrar de algo que doeu. A gente sabe que doeu, doeu muito, mas não dá pra se lembrar do quanto doeu.
Mais superficial são as pessoas, isso já não é novidade. Ai como elas são. Que um astro gold caia dos céus sobre as suas cabeças. Suas não. Delas. Que feio, menina!
Como o pensamento é bobo, né?
O pior é que depois que acontece, a lembrança é tão superficial. Não dá pra lembrar da intensidade. É como se lembrar de algo que doeu. A gente sabe que doeu, doeu muito, mas não dá pra se lembrar do quanto doeu.
Mais superficial são as pessoas, isso já não é novidade. Ai como elas são. Que um astro gold caia dos céus sobre as suas cabeças. Suas não. Delas. Que feio, menina!
Como o pensamento é bobo, né?
terça-feira, 21 de julho de 2009
01:08
Dorme tarde todo dia agora, é?
Ah é... jajá vou me deitar.
Não é bom dormir tarde
e acordar tarde
e dormir tarde
e acordar tarde
e dormir mais tarde
e acordar mais tarde ainda
e perder os dias,
e perder a vida
pra
cama.
*créditos ao Marcelo que me incentivou a postar
Ah é... jajá vou me deitar.
Não é bom dormir tarde
e acordar tarde
e dormir tarde
e acordar tarde
e dormir mais tarde
e acordar mais tarde ainda
e perder os dias,
e perder a vida
pra
cama.
*créditos ao Marcelo que me incentivou a postar
quarta-feira, 24 de junho de 2009
FINAL DE SEMANA. Finalmente, final de semana. Entro no pub da esquina. Como num reflexo rápido já agarro o meu copo de bitter. Entre um gole e outro ouço a nossa música. Memória. Todo mundo parado e a gente girando. Ei, espera: nós não temos uma música. Não tivemos nada mais que um fim de semana. Não temos contato, não temos laços, já não temos mais nada. Não temos nós - tenho eu, não tenho você. A sua indiferença- ou o valor negativo - que não lhe dá espaço para uma aproximação. Nem sua, nem d'outrém.
Primeiro ato da imaginação. Sento na minha pilha de angustia mesclada a sentimentos mais diversos - já não tenho nome para eles. Sento e espero um "te amo, estranha". Nunca chega. Do you believe in love? Está. Não insisto mais.
Primeiro ato da imaginação. Sento na minha pilha de angustia mesclada a sentimentos mais diversos - já não tenho nome para eles. Sento e espero um "te amo, estranha". Nunca chega. Do you believe in love? Está. Não insisto mais.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Samba-canção
Tantos poemas que perdi.
Tantos que ouvi, de graça,
pelo telefone - taí,
eu fiz tudo pra você gostar,
fui mulher vulgar,
meia-bruxa, meia-fera,
risinho modernista
arranhado na garganta,
malandra, bicha,
bem viada, vândala,
talvez maquiavélica,
e um dia emburrei-me,
vali-me de mesuras
(era uma estratégia),
fiz comércio, avara,
embora um pouco burra,
porque inteligente me punha
logo rubra, ou ao contrário, cara
pálida que desconhece
o próprio cor-de-rosa,
e tantas fiz, talvez
querendo a glória, a outra cena à luz de spots,
talvez apenas teu carinho,
mas tantas, tantas fiz...
(Ana Cristina Cesar - Livro: A teus pés)
Tantos que ouvi, de graça,
pelo telefone - taí,
eu fiz tudo pra você gostar,
fui mulher vulgar,
meia-bruxa, meia-fera,
risinho modernista
arranhado na garganta,
malandra, bicha,
bem viada, vândala,
talvez maquiavélica,
e um dia emburrei-me,
vali-me de mesuras
(era uma estratégia),
fiz comércio, avara,
embora um pouco burra,
porque inteligente me punha
logo rubra, ou ao contrário, cara
pálida que desconhece
o próprio cor-de-rosa,
e tantas fiz, talvez
querendo a glória, a outra cena à luz de spots,
talvez apenas teu carinho,
mas tantas, tantas fiz...
(Ana Cristina Cesar - Livro: A teus pés)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Irmãs Sisters
Em mais uma produtiva aula de matemática:
- Calma, Ana!
- Não me mate!
- Matt?
- Não me bate!
- Matt??
- Se eu quero chá mate?
- Late?
- Chá Mate?
- Se eu quero chá mate?
- Você quer o seu camelo?
- Eu não sei cuidar de carneiro!!
- Calma, Ana!
- Não me mate!
- Matt?
- Não me bate!
- Matt??
- Se eu quero chá mate?
- Late?
- Chá Mate?
- Se eu quero chá mate?
- Você quer o seu camelo?
- Eu não sei cuidar de carneiro!!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Chá chá hell
Tenho em minhas mãos
não a faca, nem o queijo
mas um copo de chá.
O copo mais azedo de chá
que já tive em mãos.
E agora lembrei
porquê não gosto
nem um um pouquinho
desse elixir ralo, morno, sem graça.
não a faca, nem o queijo
mas um copo de chá.
O copo mais azedo de chá
que já tive em mãos.
E agora lembrei
porquê não gosto
nem um um pouquinho
desse elixir ralo, morno, sem graça.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Sou uma pseudo-desencanada neurótica!
Afinal, qual é o problema de se envolver, se apegar? Por quê ficar sempre com um pé atrás, sempre na defensiva, sempre incompletamente feliz?
Quanto a mim, eu quero ser completamente feliz. Eu quero intensidade. Eu quero que cada amor seja o grande amor da minha vida! Queria que você pudesse ser o grande amor da minha vida... nem que fosse só pra esse mês. Ou pra esse ano. Pra essa fase. E, se depois dessa fase, você não for mais o grande amor da minha vida, cada minuto, cada segundo, cada sorriso, cada bilhete de cinema, cada embalagem de alfajor, cada post inspirado do meu blog, estarão guardados no meu coração e na minha memória pra sempre, e sempre terão valor.
Eu disse que não sei exatamente o que eu quero. Não planejo meu futuro emocional, não planejei me apegar à você, não planejei este post, tampouco. Mas eu sei o que eu quero quando encontro. E, hoje, eu quero você. Por enquanto, estou querendo você. Porque você sabe como eu sou - vai ver, você também é assim: o terror das pizzarias. "Eu quero agora, senão eu não quero mais!". Mais ou menos isso, entende?
Estou querendo você.
E, como diria o Jabor: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo agora, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Mas o que será? Eu cheiro mal? Tenho mau hálito? Escamas cobrem o meu corpo? Sou tão ruim assim na cama? Tão feia? Tão chata? Não, já me disserem que não é nada disso... Mas o quê, então?
E eu pensava que EU era traumatizada. Não deixe seu passado limitar seu presente e comprometer seu futuro. Permita-se sentir, o que quer que seja. Se for pra, mais tarde, sofrer, saiba que sofrimento nos faz amadurecer. Se for pra ser feliz, precisa de mais argumentos?
Às vezes é melhor não ter algumas conversas. Racionalizamos os nossos sentimentos, a partir delas. E isso não é legal, porque o que é pra ser natural, esporádico, espontâneo, vira um enorme ponto de interrogação vermelho e incômodo na minha cabeça. Não sei na sua. Estou tentando abstrair disso tudo. Mas eu sou uma pseudo-desencanada neurótica, sofro de insônia e penso demais. Já viu isso, alguém que pensa demais?
E eu pensei: "Como assim, 'não vamos mais sair, senão eu vou me apegar'?". Novamente: e qual é problema de se apegar? Eu já me apeguei, e agora? Desapego? Fico tentando controlar, pra também ser incompletamente feliz? E pensei: "E será que ele ainda vai querer sair, algum dia? O que exatamente significa 'não gostar do definitivo'?". Pensamentos demais...
_________
(Mara Modesto - mara-modesto.blogspot.com)
Quanto a mim, eu quero ser completamente feliz. Eu quero intensidade. Eu quero que cada amor seja o grande amor da minha vida! Queria que você pudesse ser o grande amor da minha vida... nem que fosse só pra esse mês. Ou pra esse ano. Pra essa fase. E, se depois dessa fase, você não for mais o grande amor da minha vida, cada minuto, cada segundo, cada sorriso, cada bilhete de cinema, cada embalagem de alfajor, cada post inspirado do meu blog, estarão guardados no meu coração e na minha memória pra sempre, e sempre terão valor.
Eu disse que não sei exatamente o que eu quero. Não planejo meu futuro emocional, não planejei me apegar à você, não planejei este post, tampouco. Mas eu sei o que eu quero quando encontro. E, hoje, eu quero você. Por enquanto, estou querendo você. Porque você sabe como eu sou - vai ver, você também é assim: o terror das pizzarias. "Eu quero agora, senão eu não quero mais!". Mais ou menos isso, entende?
Estou querendo você.
E, como diria o Jabor: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo agora, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Mas o que será? Eu cheiro mal? Tenho mau hálito? Escamas cobrem o meu corpo? Sou tão ruim assim na cama? Tão feia? Tão chata? Não, já me disserem que não é nada disso... Mas o quê, então?
E eu pensava que EU era traumatizada. Não deixe seu passado limitar seu presente e comprometer seu futuro. Permita-se sentir, o que quer que seja. Se for pra, mais tarde, sofrer, saiba que sofrimento nos faz amadurecer. Se for pra ser feliz, precisa de mais argumentos?
Às vezes é melhor não ter algumas conversas. Racionalizamos os nossos sentimentos, a partir delas. E isso não é legal, porque o que é pra ser natural, esporádico, espontâneo, vira um enorme ponto de interrogação vermelho e incômodo na minha cabeça. Não sei na sua. Estou tentando abstrair disso tudo. Mas eu sou uma pseudo-desencanada neurótica, sofro de insônia e penso demais. Já viu isso, alguém que pensa demais?
E eu pensei: "Como assim, 'não vamos mais sair, senão eu vou me apegar'?". Novamente: e qual é problema de se apegar? Eu já me apeguei, e agora? Desapego? Fico tentando controlar, pra também ser incompletamente feliz? E pensei: "E será que ele ainda vai querer sair, algum dia? O que exatamente significa 'não gostar do definitivo'?". Pensamentos demais...
_________
(Mara Modesto - mara-modesto.blogspot.com)
O que é
“Você pode ter lido um ou dois [poetas] e já sacar o que é poesia: que a poesia é um tipo de loucura qualquer. É uma linguagem que te pira um pouco, que meio te tira do eixo.”*
Ana Cristina Cesar.
Repare a pouca vontade de pontificar: poesia é um tipo de loucura qualquer. é uma linguagem que te pira um pouco, que meio te tira do eixo.
É a minha (in)definição favorita.
*depoimento publicado no "escritos no rio" (editora brasiliense) e depois em "crítica e tradução" (instituto moreira salles, editora ática).
Ana Cristina Cesar.
Repare a pouca vontade de pontificar: poesia é um tipo de loucura qualquer. é uma linguagem que te pira um pouco, que meio te tira do eixo.
É a minha (in)definição favorita.
*depoimento publicado no "escritos no rio" (editora brasiliense) e depois em "crítica e tradução" (instituto moreira salles, editora ática).
domingo, 24 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Amor de dependência
[Fui num sarau literário no final de semana e na parede do teatro tinha vários textos pendurados. Sim, eu roubei um. Gostei tanto, que estou divulgando aqui :)]
O que vou fazer agora
Se o meu amor foi embora?
Esse amor de dependência
Levou a minha vida embora
Esse amor de dependência
Me levava à loucura
Ele é meu remédio
Ele é a minha cura
Esse amor que me deixou
É um homem tão perfeito
Volte logo, vem depressa
Para junto do meu peito
Pra eu te beber, pra eu te fumar
Pra te injetar em minhas veias
Com você dentro de mim
Eu viajo nas estrelas
Fiz de você minha escalada
Você é o meu abono
Eu não sei fazer mais nada
Você ainda é o meu dono.
Vou dizer ao mundo todo
Que você é o meu ópio
E se digo tudo isso
É porque tenho amor próprio.
Pode até me internar
Ou então botar correntes
Mas eu juro, só me trato
Pra ser sua dependente.
Rita Lavoyer
O que vou fazer agora
Se o meu amor foi embora?
Esse amor de dependência
Levou a minha vida embora
Esse amor de dependência
Me levava à loucura
Ele é meu remédio
Ele é a minha cura
Esse amor que me deixou
É um homem tão perfeito
Volte logo, vem depressa
Para junto do meu peito
Pra eu te beber, pra eu te fumar
Pra te injetar em minhas veias
Com você dentro de mim
Eu viajo nas estrelas
Fiz de você minha escalada
Você é o meu abono
Eu não sei fazer mais nada
Você ainda é o meu dono.
Vou dizer ao mundo todo
Que você é o meu ópio
E se digo tudo isso
É porque tenho amor próprio.
Pode até me internar
Ou então botar correntes
Mas eu juro, só me trato
Pra ser sua dependente.
Rita Lavoyer
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Dialogo de dois
oi?
oi!
você é um boi?
si, yo soi!
mas boi não da oi
no. pero yo soi
nem responde "yo soy"!
si. pero yo soi
ok, boi.
y usted? es un boi?
no. yo soy molho choy.
oi!
você é um boi?
si, yo soi!
mas boi não da oi
no. pero yo soi
nem responde "yo soy"!
si. pero yo soi
ok, boi.
y usted? es un boi?
no. yo soy molho choy.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Bochechas vermelhas
Bochechas vermelhas. Maçãs de pele. Morangos em carne.Vermelho intenso, eterno, terno, etéreo, que se embranquece em um branco neve. Branco puro. Branco virgem. Branco branco.
sábado, 11 de abril de 2009
Interrogações constantes

E se o mundo acabar? Se todo mundo for bicho? Se tudo o que eu quero não existir?
E se a água acabar? E se o amor acabar? E se a guerra começar?
E se o complemento do amor for amora? Se eu desistir na hora, mãe? Se eu sair o mundo afora?
Se eu não quiser mais as rimas? Se ele nao me quiser? E se eu ficar cega? E se eu não amar?
Se eu quiser o cabelo azul? O cabelo laranja? Se não quiser cabelo?
Mas e se tudo acabar? Se eu ficar sozinha? Se eu ficar surda? Quero ouvir as músicas!
Se tudo mudar? Se nada mudar? Se eu não dormir? inverter Se eu? Se eu não gostar, mãe?
E se eu não tiver profissão? E não tiver dinheiro? E se eu tiver saudades? E se me doer o peito de saudade? E se eu morrer de saudades, hein? pE pse peu pquipser pfaplar pna plinpgua pdo ppê? E se eu quiser parar? Se eu quiser. Parei.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Toda rotina tem sua beleza
Toda rotina tem sua beleza
A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O inicio é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.
A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
A rotina da garganta é o rock.
A rotina da mão é o toque.
Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem sua beleza.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Idéia ao abrir o freezer.
O gelo boiando no chá; eu boiando na vida. Boiando na aula; boiando na rua, no parque, na academia. Boiando quando você fala; boiando quando eu falo. Boiando, assim, boiando ué. É música, é matemática, é palavra, é o coração. Eu não tô entendendo mais nada!
O que é que tá acontecendo comigo? Alguém me dá uma explicação? - não quero passar os anos em vão.
O que é que tá acontecendo comigo? Alguém me dá uma explicação? - não quero passar os anos em vão.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Homo Erectus
okay, ser fã de Marcelino Freire não é novidade...
(tem jeito de não ser?)
[como é que um cara consegue ser poético de um jeito tão modernamente dinâmico e encatador, sem ser, por nenhum momento, blasè, previsível ou clichê?]
Até aí tudo bem ... o que quero dizer agora é que esse vídeo ficou do cacete!
(tem jeito de não ser?)
[como é que um cara consegue ser poético de um jeito tão modernamente dinâmico e encatador, sem ser, por nenhum momento, blasè, previsível ou clichê?]
Até aí tudo bem ... o que quero dizer agora é que esse vídeo ficou do cacete!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Óde(io) à Saudade e à Distância, por Rodolfo Rondon
Dedicado à I., B., N., A., B., V., D. , que um dia me juraram amizade verdadeira.
Meses atrás tudo era tao simples banal,
Que a ideia de distância passava longe da gente
Aquelas saídas, aquelas reunioes... Jamais deixariam de acontecer
Mas agora existe um Oceano de distância
Ficou pra trás todas as suas implicâncias
Todas as suas manias, suas broncas e suas revoltas
Por aqui nao existe ninguém com essa sua cara de santinha
E essa malícia de mulher única e verdadeiramente brasileira
Mas o tempo passa e o dia do reencontro fica cada vez mais próximo
O dia em que vou sentir o aperto macio do seu abraco,
O dia em que vou sentir o cheiro delirante desse seu perfume importado
E encontrar o olhar sincero de quem realmente sentiu saudade
A gente muda noss aparência, nosso jeito de pensar, nosso jeito de agir
Mas como você prometeu, nada vai conseguir mudar o que ficou
Eu termino dizendo, sinceramente e de todo meu coracao: amo você.
Saudade e distância nenhuma supera isso.
Até daqui a pouco.
Porps"
Meses atrás tudo era tao simples banal,
Que a ideia de distância passava longe da gente
Aquelas saídas, aquelas reunioes... Jamais deixariam de acontecer
Mas agora existe um Oceano de distância
Ficou pra trás todas as suas implicâncias
Todas as suas manias, suas broncas e suas revoltas
Por aqui nao existe ninguém com essa sua cara de santinha
E essa malícia de mulher única e verdadeiramente brasileira
Mas o tempo passa e o dia do reencontro fica cada vez mais próximo
O dia em que vou sentir o aperto macio do seu abraco,
O dia em que vou sentir o cheiro delirante desse seu perfume importado
E encontrar o olhar sincero de quem realmente sentiu saudade
A gente muda noss aparência, nosso jeito de pensar, nosso jeito de agir
Mas como você prometeu, nada vai conseguir mudar o que ficou
Eu termino dizendo, sinceramente e de todo meu coracao: amo você.
Saudade e distância nenhuma supera isso.
Até daqui a pouco.
Porps"
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Quel tal soltar a criatividade?

Pessoas criativas costumam encantar. Quantas vezes você já deu de cara com uma letra de música que amaria ter feito? Ou algum projeto que te arrebatou? Um produto que você ficou imaginando de onde aquele maluco tirou aquilo? Alguns malucos já nascem com esse dom e administram isso de maneira intuitiva. Outros vão ter de aprender a serem malucos. Lógico, criatividade se aprende... acredite! Existem algumas chaves que abrem a criatividade e outras que fecham. Normalmente a sociedade, e o design que vivemos, inibem o criativo. Um dos assassinos da criatividade, por exemplo, é a resposta certa. Como se na vida só existisse uma única resposta certa pra tudo. Mas como fugir desse modelo mental se fomos adestrados a vida inteira pra encontrar a resposta certa? Existe uma pesquisa que constata que durante nossa vida escolar, até a conclusão do curso superior, teremos resolvido cerca de 25 mil testes de múltipla escolha. Quer dizer, entre 5 respostas, só existe uma certa... e nós lá, tentando encontrar a tal resposta certa. Quer treinamento mais babaca pra matar a criatividade? Entre tantas respostas certas que podemos encontrar, é muito pouco provável que a primeira seja a melhor, na verdade nunca é. Taí um assassino da criatividade... a resposta certa. Existem outros. Um novo produto, uma nova idéia, está sempre relacionado com a sua capacidade de fazer conexões, que num primeiro momento são desconexas. Na antiguidade, época em que já existia o barco e o motor a vapor, um maluco resolveu unir o motor e o barco e revolucionou a navegação, afinal navegar de vela ao sabor do vento é romântico, mas muito pouco prático. Sacou o lance das conexões desconexas? Isso também tem a ver com a sua possibilidade de ver várias realidades e não apenas o que está a sua vista, o que vou chamar de ‘aparente do aparente’. Uma pessoa dita normal olha para um frasco de desodorante vazio e só consegue ver um frasco de desodorante vazio, o aparente do aparente. Um criativo olha para o mesmo objeto e vê infinitas possibilidades, outras realidades, como: o ‘aparente do oculto’, o ‘oculto do aparente’ e se for bom de verdade vai enxergar até o ‘oculto do oculto’... e rapidamente o frasco vazio de desodorante se transforma num instrumento de percussão, num binóculos, numa pistola de pintura, etc.. Dentro de todos nós existe um juiz que adora sabotar idéias criativas. Pensou em algo diferente, pitoresco? Logo esse juiz implacável surge e diz: "ô babaca, vais acabar passando por ridículo" e lá se vai mais uma idéia criativa. Em muitas oportunidades ser bobo e se fazer de bobo é uma ótima oportunidade para ser criativo. O Juiz é importante, mas não no início do processo criativo. O processo criativo parece mágico, mas não é mágico. Parece mágico porque quando você tem uma idéia genial, a sensação é mesmo daquela da luz amarela acendendo e o prazer tomando conta de você. Os taoístas conceituam isso como "o encontro com o numinoso". Na verdade todo ser criativo tem um momento, ou um lugar, onde essa mágica acontece... onde as idéias fluem. Os estudiosos em criatividade chamam isso de "tanque de privação sensorial". Pode ser um lugar, uma situação, uma tarefa, enfim, alguma coisa que você se abstrai do mundo para deixar o seu eu interior, sua intuição, falarem mais alto. Eu, por exemplo, apesar de não me achar uma supra sumo da criatividade, tenho minhas melhores idéias quando caminho na praça. E você... qual o seu tanque de privação sensorial? Criatividade é um assunto que amo. Encontrar pessoas que olham pra onde todos olham, mas que enxergam diferente é sempre uma boa sensação. É o que faz a diferença no mundo, na vida, no trabalho, no namoro... é o que faz a diferença em você.
(Angel Foofi)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Estão longe
Se lembra
de como as coisas eram quando você era mais novo,
a voz de um amigo antigo,
ou as notas da sua primeira música?
Eu tenho me lembrado ultimamente...
Desde que vocês me pediram pra lembrar.
Seu gato, seu cachorro, sua coruja, sua abelhinha
Mas o dia da volta está cada vez mais próximo.
O dia em que estarei aliviada
Mal posso esperar para me sentir mais leve
Mal posso esperar pra os reencontrar... Amigos
Acho que eu os conheci em uma outra vida.
Nossas almas deveriam sair juntas
toda noite em busca de diversão.
Com retratos de corujas
- óculos e olhares meigamente antipáticos -
espalhados pelas paredes dos quartos.
Sobre a cômoda,
pequeninos barcos em garrafas
para, assim, não navegarem por muito longe.
Mas vocês estão tão longe.
de como as coisas eram quando você era mais novo,
a voz de um amigo antigo,
ou as notas da sua primeira música?
Eu tenho me lembrado ultimamente...
Desde que vocês me pediram pra lembrar.
Seu gato, seu cachorro, sua coruja, sua abelhinha
Mas o dia da volta está cada vez mais próximo.
O dia em que estarei aliviada
Mal posso esperar para me sentir mais leve
Mal posso esperar pra os reencontrar... Amigos
Acho que eu os conheci em uma outra vida.
Nossas almas deveriam sair juntas
toda noite em busca de diversão.
Com retratos de corujas
- óculos e olhares meigamente antipáticos -
espalhados pelas paredes dos quartos.
Sobre a cômoda,
pequeninos barcos em garrafas
para, assim, não navegarem por muito longe.
Mas vocês estão tão longe.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
A essa hora
As ideias da meia-noite
perambulam pelas ruas
em busca de um beco
pra se esconderem
de mim.
Voltem!
perambulam pelas ruas
em busca de um beco
pra se esconderem
de mim.
Voltem!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
SONETO ARROB@DO
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Marginal
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